segunda-feira, 29 de junho de 2009

So, do it!


Para quem vive do arrepio do vento e do calor dos corpos, o ponto de partida e o ponto de chegada nada são além de pontos. E não duram mais que o segundo do cruzamento da fronteira. Vivemos mesmo é nos processos, nas estradas, passo por passo. E cada um deles vale, por mais ou por menos, a marca dos pés descalços no chão de cimento fresco. Por isso, chore com o show de estrelas ,mude, transforme e crie. Pois para quem tem essência, a mudança é crescimento e nunca perda, é caminhada consciente que despreza os braços cruzados, arranca as pedras dos meios dos caminhos e eleva a vida a uma ponte de possibilidades, como se fosse óbvio que esta não acaba em si mesma.

domingo, 10 de maio de 2009




Não sou crítica de arte, não quero ser, não preciso e nem quero saber muito sobre técnicas poéticas, musicais, plásticas, cênicas... Sei do que me toca e do que não. Se o diretor de cinema é um psicopata, se o poeta é um alcoólatra, se a cantora usava heroína e o compositor é um cafajeste da pior espécie. Nada disso me incomoda... Eu quero ligar meus sentidos e entrar no profundo das almas compostas por essas criadoras criaturas... O resto deixo para os críticos entendidos e para os técnicos de arte de plantão!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sentou ao meu lado hoje a tarde no trem. Só queria ter tirado uma foto.. Só uma foto...Mas pra quê? Já há tantas dela, não é? Mais famosa que a Madonna e mais odiada que um demônio. Mas aquela seria “a foto” que talvez fizesse você sentir o que eu senti, talvez mostrasse pra certas pessoas, habitantes de bolhas flutuantes, a realidade porca por falta de opção à qual se submete essa moça. Que dorme cansada de fome e de sono, provavelmente no banco que você senta pra esperar um taxi, ela só queria um pedaço dessa riqueza que é enorme. Não tem medo de mostro, porque mora com a morte. Se está viva até hoje só contou com a sorte. Ou azar, sei lá... Melhor seria morrer? Melhor seria lutar? A questão é de Hamlet, mas aqui a pergunta não é drama teatral. Nem tragédia filosófica. Nem se nasce e já se responde; se vai ou se fica, se luta ou já tá longe. Pensando melhor, uma foto de nada serviria, não salvaria ninguém, não ajudaria ninguém. Seria catártico, seria bonito pra um amante da arte sensível, mas tantas fotos já estão aí.. desnecessariamente, pois você pode encontrar a tal a qualquer momento, nem precisa agendar, é só aparecer lá no centro da cidade, nas valas, nos becos, na periferia das periferias... Só não finja que não a vê, e nem que não a ouve, por favor, isso só piora sua doença. É tragédia, é disparo, é notícia.. . o mostro da moda...Mas ela respira... No vídeo ela tem cara de vilã de novela, mas aqui ela vive... e se chama Miséria! Essa condenada a existir respira, fala, grita, pede, pensa... Mas nem sonha em comer tão bem quanto meu cachorro!

domingo, 11 de janeiro de 2009

De cara!

Era uma vez um cara,
Mais uma vez era um cara...
E pra que mais um? E pra que mais todos?
É sempre a mesma cara, do outro cara q já se foi
E sempre um pouco mais caro o tombo q vem depois

-Mas o próximo tombo talvez não ocorra,
quem sebe esse cara, me livre do jogo?

E é bem assim que eu despenco,

denovo, denovo e denovo...

de cara!

**

segunda-feira, 24 de novembro de 2008




If my heart were just a little patient,

I could wait years and years for someone special like you

If my soul were just a little brave,

I wouldn’t fell so bad when waiting for it.

But it’s not the time that let me down,

But the real possibility of never living it again

It’s not about having YOU
(I’m very happy you found your way),

it’s not about having a boyfriend
(I had had a lot and it didn’t complete me),
.
it’s about feeling myself loved,

it’s about to find someone
who would make me feel special as you do...
.
And it’s all
***

terça-feira, 22 de julho de 2008

O moço...
do All Star vermelho,
do cabelo engraçado,
dos dedilhados mágicos,
do péssimo andar.

O moço...
do olhar com brilho,
do sorriso adocicado,
da paz com voz,
do amor ao amar.

O moço...
da comida gostosa,
do abraço calado,
da paixão sem limites,
do Olimpo particular.

Ah, esse moço...

Voa tanto
que,
às vezes,
esquece até
que já sabe andar!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sem

Sou sem pátria.

Sem graça.
Sem estilo.
Sem etnia.
Sem jeito pra música,
Sem dom pra poesia.
Será possível alguém viver bem sabendo que não é nem uma gota daquilo que gostaria de ser?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Velha caixa...


Em tempos de saudades do que poderia ter sido e não foi e do que ainda pode ser, mas provavelmente não vai, só me consolam as canções de sempre, os amigos de hoje e os amores de finais de semana!

domingo, 15 de junho de 2008

Ao meu Super-Fortão


Vê esse mundo de carros, meu filho,
Vê essas luzes artificiais,
São a cidade, bela e perversa,
São as esquinas que você vai cruzar,

Se um dia na vida você sentir frio
e meu abraço mais terno não mais te esquentar..
Espero que já tenha aprendido os caminhos,
E que olhe para os lados antes de atravessar...


domingo, 25 de maio de 2008

Maria, Maria

Há alguns anos, quando eu ainda subia em árvores e jogava “queima”, tínhamos uma habitante muito alegre aqui na rua, era a Dona Maria, ela era baixa, morena, com cabelos bem compridos, feição de uns 60 anos ou mais, morava numa casinha de esquina. A dona Maria gostava de cantar... ela cantava desde que acordava até ir dormir, com pausa apenas para as refeições e as orações do dia. Eu sei por que vivia por lá, passei muitas tardes na casa da Dona Maria, sentada na cozinha, comendo biscoitos de polvilho e ouvindo-a cantar. Dona Maria cantava coisas do Brasil lá de cima; cantigas de roda, canções sobre a tristeza da seca e sobre a alegria do amor... Na época eu num sabia distinguir nada, mas admirava muito... aprendi algumas músicas, cantava junto, e vivia dizendo pra ela que ela devia ir pra televisão... ah, crianças...rsrs... Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas talvez, ela seja uma das responsáveis pela minha paixão louca por música... Eu achava que ela era feliz, a adulta mais feliz que eu conhecia.
Hoje em dia a Dona Maria ainda mora no mesmo sobradinho, na esquina da Botuporã com a Brito Machado, ainda é morena e tem cabelos cumpridos, mas não é mais vista, e muito menos ouvida... Andei perguntando pela rua e ninguém sabe dizer como ela está... As pessoas só dizem “Dona Maria, aquela que é louca? Num sei...” apenas minha vó que é mais inteirada sobre os acontecimentos da vizinhança soube me dizer... Disse que ela era louca, que o marido já não agüentava mais e começou a dar uns remédios pra ela ficar quietinha...
E assim morre uma grande cantora... a Dona Maria está lá... respira, come, fala... mas usa drogas pra não cantar.... Toma remédios pra assassinar seu talento, sua paixão...O que eu tenho a dizer sobre isso? Nem sei... só que estou de luto... por uma voz, por uma alma.

“Olê muié rendera,
Olê, muié rendá,
Tu mi insina a fazê renda
Qui eu ti insino a namorá...
Tú mi insina a fazê renda,
Qui eu ti ensino a namorá"